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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Muito Além... Dos Psicopatas Que Comandam o Mundo [Muse: Drones World Tour]

A poucos dias da apresentação no Brasil, o Muito Além das Aspas gostaria de compartilhar com vocês o porque vale a pena separar um pouco do seu tempo para conhecer o som dos britânicos do MUSE.




Muse??? Quem são?

Muse é uma banda britânica de rock de Teignmouth, Devon, formada em 1994. Seus membros são:

Matthew Bellamy (vocal, guitarra e piano);
Christopher Wolstenholme (baixo, voz secundária e teclado);
Dominic Howard (bateria e percussão).

O estilo de Muse é um misto de vários gêneros musicais, incluindo rock alternativo, música clássica e eletrônica. A banda conquistou vários prêmios ao longo da sua carreira, incluindo cinco MTV Europe Music Awards, cinco Q Awards, nove NME Awards, dois Brit awards, quatro Kerrang! Awards e um American Music Awards. Foi nomeado para três prêmios Grammy, ganhando o prêmio de Melhor Álbum de Rock por The Resistance.

A discografia da banda abrange sete álbuns de estúdio:

- Showbiz [1999];
- Origin of Symmetry [2001];
- Absolution [2003];
- Black Holes & Revelations [2006];
O álbum de maior sucesso, que garantiu ao grupo uma nomeação para os Mercury Prize e o terceiro lugar na lista de "Álbuns do Ano" da NME para 2006.
- The Resistance [2009]; Vencedor do Grammy de Melhor Álbum de Rock.
- The 2nd Law [2012];
- Drones [2015].


Sobre a Drones World Tour

Essa é turnê que tem como objetivo, além de tocar os sucessos da banda, promover o novo álbum de estúdio, "Drones".

Drones [2015]

 1. Dead Inside
 2. (Drill Sergeant)
 3. Psycho
 4. Mercy
 5. Reapers
 6. The Handler
 7. (JFK)
 8. Defector
 9. Revolt
 10. Aftermath
 11. The Globalist
 12. Drones

“Depois de um disco com uma grande influência eletrônica, fez sentido dar um passo para trás, despir-nos daquelas coisas”, explica o baixista do Muse Christopher Wolstenholme, citando o florido álbum The 2nd Law (2012). “Queríamos nos reconectar com nossos instrumentos novamente. O básico grupo de três pessoas.” publicado na Rolling Stones Brasil.

“Todo o conceito é uma metáfora para os psicopatas que estão no comando, que governam o mundo. Que estão no topo das corporações, dos governos, das organizações. O álbum fala sobre a falta de empatia desses psicopatas, que matam para ter mais controle e influência no mundo”.
A investida conceitual do Muse também traz elementos exteriores, como barulhos de chuva e de sirenes de carros policiais. Drones lembra de longe o progressivo do Pink Floyd – em The Wall e Animals – e se aproxima da “ópera rock” do Green Day – American Idiot21st Century Breakdown–, compartilhando a aversão à opressão descarada e a criação de personagens e narrativas com o trio californiano.

Destaque para "Dead Inside" e "Mercy", que possuem videoclips muito interessantes.

"Dead Inside", um videoclipe de uma fotografia muito bonita, o primeiro de "Drones".


"Mercy", Segundo VideoClip de "Drones". A Abordagem distópica do Clipe ficou bem trabalhada para esse som.



[Luís Fernando] Não sei vocês, mas mesmo o CD não correspondendo as minhas expectativas, eu queria muito estar no Allianz Park curtindo esse som maneiro que os caras do MUSE sabem fazer tão bem.

Além do mais, e aí Raul, nos fale um pouco sobre...


Amigos, a cena musical nunca foi fácil pra iniciante nenhum. Falo com a propriedade de quem, definido por si mesmo, carrega o status de ser um músico freelancer de cidade interiorana cuja fama se restringe aos likes dos próprios contatos/familiares numa “famosa rede-social” nas internê da vida. E esse emocionante, porém curto relato, ganha ares de tragicomédia quando vem à tona o detalhe de ser tal banda focada na sonoridade do rock.

Não nos ateremos à aversão natural que o público brasileiro em sua maioria sempre imputou ao rock ou à atual escassez de talentos no gênero, assuntos que podemos deixar para uma futura postagem, mas ao desafio, proposto pelos parsas do Muito Além... para falar sobre essa banda que conquista fãs e detratores por onde passa: os britânicos do MUSE.

Se for mesmo a Isaac Newton creditado a frase “se cheguei até aqui foi porque me apoiei no ombro dos gigantes”, pode-se dizer que aos músicos do MUSE a mesma tenderia mais para “como grande parte dos gigantes se foram, e só restou anões, eis o porquê d’eu aqui estar”. Realmente, desde os 90’s, com o grunge nos Estados Unidos e a Segunda Invasão Britânica com o Britpop, que não se vê uma banda capaz de personificar toda uma geração, musical ou esteticamente falando, apesar de esse também não ser o caso do MUSE.

É querer reinventar a roda achar que se diz alguma novidade ao expor o fato de que a cena rock já viu dias melhores, e é ingenuidade achar que sob toda e qualquer nova banda, num gênero de mais de 50 anos de história, não recairia o peso do legado das influências que tais bandas trazem consigo – os tais gigantes, quando não dinossauros, falados anteriormente. E essas comparações não faltam ao MUSE.

NIRVANA, do qual Matthew Bellamy e companhia já tocaram covers no início da carreira, Radiohead, eterna comparação da qual a banda vem conseguindo se afastar desde o aclamadíssimo Origin of Simetry, Queen, banda referência na fusão entre erudito e popular e da qual o MUSE claramente busca nortear seu som, New Order, na sua experimentação de efeitos, Smashing Pumpkins – é sério... Nomes que habitam o rol da fama entre fãs do gênero e, principalmente, leigos, tornaram-se fantasmas com os quais os integrantes têm constantemente que se esquiva em entrevistas mundo afora. Mas até que ponto isso diminui ou não a importância da banda na atualidade? Será coincidência o fato de Arctic Monkeys, Coldplay, MUSE e Foo Fighters serem os únicos medalhões contemporâneos a conseguirem lotar estádios num mundo onde as bandas antigas ainda despontam nas vendagens de música física ou digital?

Amigos, evito me prolongar mais e cometo a maior gafe cabível a um crítico musical iniciante, que é dizer que, se não for o MUSE uma banda tão original assim, ao menos eles não podem ser acusados de serem acomodados ou indiferentes a busca por um som que seja tanto uma marca registrada da banda quanto original, apesar das inúmeras “aspas” presentes no DNA de origem. Bellamy e companhia não mudaram o mundo, mas digo a contragosto que provavelmente nenhuma banda voltará a alcançar tal façanha. Afinal, a verdadeira revolução musical dos 00’s não foi nenhum conjunto musical, mas a democratização da informação que a internet proporcionou. Democratização essa que, ao mesmo tempo que permite a qualquer um acesso imediato a mídias musicais, arma o fã da maior arma destruidora de novos talentos: o saudosismo ufanista.

P.s.: Aos meus irmãos da banda EVOKES pelos anos de ensaios cabulados e por garantir que meu envelhecimento seja o menos careta possível.

E aí, gostou? Então curta, comente e compartilhe com seus amigos!!!
Até a próxima!!!
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Muse
Imagem: Google, todos os direitos reservados aos seus respectivos autores.

2 comentários:

  1. Adoro o som do Muse, confesso que conheci eles através da música Supermassive Black Hole que era uma das músicas da trilha sonora do filme Crepúsculo, achei tanto a música quanto o clipe um tanto inovador e venho acompanhando eles desde essa época. Abraço seguindo o blog gostei bastante da diversidade de assuntos abordados :D

    www.clubedolivro15.blogspot.com

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    1. Olá e sejam bem vindos ao Muito Além...

      Eu conheci através do Guitar Hero 3, aquela música "Knights Of Cydonia" no Hard é de causar trauma em qualquer um. A Partir dali comecei o ficar curioso pelo som diferente que os caras tem!!!

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