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domingo, 11 de outubro de 2015

Muito Além... de Uma Pausa Para Reflexão

O Idiota e a Moeda
por Arnaldo Jabor


Arte de Karla Havenna
Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.

Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 RÉIS e outra menor de 2.000 RÉIS. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

- Eu sei, respondeu o tolo. “Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda”.

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Podem-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.

A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.

A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
 
A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
 
Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.
 
Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos.
 
O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente.
 
Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação.
 
Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam… é problema deles.
 
Texto:odos os direitos reservados ao autor.
Imagem: Karla Havenna

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